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Cirurgia Torácica Minimamente Invasiva

cirurgia torácica minimamente invasiva tem como objetivo a máxima preservação da anatomia com a mínima agressão tecidual ao organismo, com o mesmo resultado terapêutico de uma cirurgia convencional (aberta).
A utilização de equipamentos cirúrgicos modernos como a vídeo cirurgia e a cirurgia robótica possibilitam o avanço contínuo da cirurgia minimamente invasiva no tórax. Todos os benefícios das técnicas minimamente invasivas devem ser eficazes, para que o tratamento e ou diagnóstico da patologia em questão não seja comprometido.

Os benefícios da Cirurgia Minimamente Invasiva são:

  • Menos dor pós-operatória;
  • Menor desconforto ao paciente;
  • Perda de sangue mínima ou desprezível;
  • Redução do risco de infecção;
  • Menor taxa de complicações;
  • Menor permanência hospitalar;
  • Recuperação mais rápida;
  • Retorno mais rápido às atividades normais do paciente (trabalho, estudo e atividade física);
  • Inicio precoce de quimioterapia no pós-cirúrgico em casos de câncer;
  • Melhor tolerância da dose padrão de quimioterapia adjuvante;
  • Mínimas cicatrizes com melhor resultado estético.

Principais técnicas minimamente invasivas em cirurgia torácica:

Cirugia Torácica Video Assistida (CTVA – VATS) : é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva usada para diagnosticar e tratar doenças no tórax, onde uma pequena câmera e instrumentos cirúrgicos de 5 mm são inseridos na cavidade pleural por meio de uma (Uniportal) ou mais incisões (Multiportal) na parede torácica (incisões de 1 cm). As imagens do campo cirúrgico são transmitidas em tempo real para um monitor de alta resolução (HD), orientando os cirurgiões como eles manipulam os instrumentos. A cirurgia torácica por vídeo permite ao cirurgião para examinar dentro da cavidade torácica e, para a realização da cirurgia, utiliza-se instrumentos finos inseridos através de uma ou duas incisões de 1,5 cm adicionais. Para operações mais extensas, como a ressecção de câncer de pulmão, uma incisão adicional medindo cerca de 5 centímetros pode ser feita para a remoção do tecido pulmonar. Cerca de 65% de nossas cirurgias para ressecção pulmonar são realizadas utilizando o método de CTVA / VATS Uniportal.

Cirurgia Torácica Robótica: é uma cirurgia que é feita com o uso do sistema cirúrgico da Vinci® (Intuitive Surgical EUA), um dispositivo robótico sofisticado que, como na vídeo cirurgia, permite o acesso do cirurgião dentro da cavidade torácica através de pequenas incisões de 1 cm. O cirurgião controla os movimentos do robô a partir de um console dentro da sala de cirurgia. O uso desta técnica combina a visão 3D de alta definição (HD) com o movimento articulado das pinças EndoWrist® permitindo:

  • Maior precisão de movimentos: o sistema filtra o tremor das extremidades das mãos que podem ser gerados pelos próprios batimentos cardíacos do cirurgião;
  • Maior agilidade e controle: aumentam a amplitude de movimentos dos instrumentos cirúrgicos, que são articulados e simulam os movimentos de nossos punhos e mãos, em áreas extremamente pequenas, aumentando a capacidade do cirurgião de realizar ângulos dentro da cavidade torácica;
  • Maior eficiência cirúrgica: com uma visão 3D e os movimentos ampliados, a capacidade de dissecar estruturas delicadas aumenta sensivelmente, facilitando cirurgias oncológicas que antes eram realizadas com grandes aberturas do tórax.

Todas as cirurgias torácicas tradicionais podem ser realizada usando técnicas minimamente invasivas. Em nosso serviço, pelo menos 70% das cirurgias são realizadas desta forma. Como nossa equipe é um pólo de grande volume, nossos cirurgiões têm uma vasta experiência na realização de cirurgia minimamente invasiva no tórax. Além disso, todos têm formação sobre esse procedimento em centros de excelência no exterior (EUA) para cirurgia torácica. Isto nos permite realizar uma variedade de procedimentos minimamente invasivos para as condições do pulmão, pleura e mediastino.

Exemplos onde pode-se empregar técnicas de Cirurgia Torácica Minimamente Invasiva:

Câncer de pulmão
Nossa equipe utiliza técnicas minimamente invasivas para tratar o câncer de pulmão, como para remover nódulos e tumores para um diagnóstico preciso e rápido. Gânglios linfáticos no mediastino podem também serem ressecados para determinar o estágio do câncer. Se o câncer for confirmado, o cirurgião pode realizar um dos seguintes procedimentos: segmentectomia anatômica para tumores subcentimétricos (menores que 1 cm) ou lobectomia pulmonar, onde é realizada a remoção de todo o lobo do pulmão que contém o tecido canceroso. Esta é a operação padrão para a maioria dos tumores malignos de pulmão.

Derrame pleural
Derrame pleural é a presença de excesso de líquido no espaço pleural, o espaço entre os pulmões e a parede torácica. Aqui a CTVA pode ser realizada para solucionar este problema através da remoção de tecido restringindo ao redor do pulmão, a aplicação de medicamento para reduzir acúmulo de líquido, ou a inserção de um tubo de drenagem temporária, reduzindo substancialmente os sintomas associados com a coleta de líquido.

Pneumotórax
Pneumotórax ocorre quando há extravasamento de ar no espaço entre os pulmões e a parede torácica, causando o colapso de parte ou a totalidade de um pulmão. A cirurgia por vídeo e a cirurgia robótica é normalmente realizada para evitar a recorrência do problema. Qualquer bolha anormal na superfície do pulmão que contribuem para o escape de ar são removidos, e promove-se a aderência entre as pleuras para reduzir o risco de colapso pulmonar futuro.

Tumores do Timo e Miastenia Gravis
Timoma é um do tipos de tumor do timo, uma glândula pequena que está localizado na parte superior do tórax, atrás do esterno. Os tumores no timo são encontrados às vezes em pessoas diagnosticadas com miastenia gravis. A remoção do timo é muitas vezes indicada para pacientes com miastenia, mesmo quando não há tumor presente, como um meio de melhorar os seus sintomas neurológicos.

Hiperidrose palmar ou axilar e rubor facial
Usando técnicas minimamente invasivas, nossos cirurgiões podem realizar cirurgias com bisturi ultrassônico em um segmento da cadeia simpática torácica (SIMPATECTOMIA TORÁCICA POR VIDEOTORACOSCOPIA), reduzindo sintomas e melhorando a qualidade de vida do portador deste distúrbio.

Câncer de esôfago
Pacientes que têm câncer de esôfago ou câncer da junção entre o esôfago e o estômago são frequentemente candidatos à ressecção do esôfago. Nossa equipe realiza ressecções na maioria dos pacientes com o uso de uma abordagem minimamente invasiva, tanto para o tempo abdominal quanto para o torácico.

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